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Renato Bezerra de Mello, Recife, 1960

Natural de Pernambuco, aonde graduou-se em Arquitetura, iniciou sua vida profissional no Rio de Janeiro, dedicando-se ao restauro de bens tombados. No ano 2000, mudou-se para Paris,  passando a dedicar-se exclusivamente às artes plásticas. Em 2007 retornou ao Brasil, voltando a viver no Rio de Janeiro.

Exposições individuais:

2016 Entre céu e água, Paço Imperial, Rio de Janeiro – Brasil / Curadoria: Marcelo Campos.

2015Inventário do esquecimento, Galeria Inox, Rio de Janeiro – Brasil / Curadoria: Fernanda Pequeno.

2014 De onde os rios se encontram para inventar o mar, XVIII Programa de Exposições do Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa – Portugal / Curadoria: Lourenço Egreja.

2012 Errático, errante, Galeria Inox, Rio de Janeiro – Brasil / Curadoria: Marcelo Campos.

2011 Migalhas da infância, Marsden Woo Gallery Project Space, Londres – Inglaterra / Curadoria: Tessa Peters e Maria Donato; Casa Forte, Centro Cultural Banco do Nordeste, Juazeiro do Norte e Fortaleza – Brasil / Curadoria: Marcelo Campos.

2010 Casa Forte, Centro Cultural Banco do Nordeste, Sousa – Brasil / Curadoria: Marcelo Campos.

2006 Vuelvo al sur e Déambulations, Centre de photographie de Lectoure – França / Curadoria : François Saint-Pierre.

2005 Déplacements,  Le Showroom, Paris – França / Curadoria: Dorothée Tramoni, Gabriella Pessoa, Laure Phelip.

2004 Trajetórias 2004, Instituto de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco, Recife – Brasil / Comissão de Seleção: Cristiana Tejo, Daniela Bousso e Moacir dos Anjos.

Exposições coletivas:

2016 Gabinete de Contemporâneo de Curiosidades, Galeria Oriente, Rio de Janeiro / Curadoria: Marco Antonio Portela

2016 Distantes mundos / próximos lugares, Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Fortaleza / Curadoria: Jacqueline Medeiros e Bitu Cassundé

2016 Aquilo que nos une, Caixa Cultural Rio de Janeiro – Brasil / Curadoria Isabel Sanson Portella;

2016 Nós, Caixa Cultural Rio de Janeiro e Brasília – Brasil / Curadoria: Fernanda Pequeno;

2016 Ao amor do Público I – Doações na ArtRio (2012-2015) e Minc/Funarte, Museu de Arte do Rio/MAR, Rio de Janeiro – Brasil / Curadoria: Paulo Herkenhoff.

2015 Carbono Galeria, São Paulo

2015 Contextos contemporâneos, Museu Bispo do Rosário, Rio de Janeiro / Curadoria: Ricardo Resende

2015 Obaoba, Galeria Bangbang, Lisboa, Portugal, Curadoria: Leo Ayres

2014 Carpe Diem Limited Editions International Tour, Nova Iorque e Washington; Berlim; Curitiba; Bruxelas e Porto

2014 Eu / outro / eu, Galeria de Arte da Uerj, Rio de Janeiro, Brasil / Curadoria: Marcelo Campos e Roberto Conduru

2014 3×4/Efrain Almeida, Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza, Brasil / Curadoria: Efrain Almeida e Jaqueline Medeiros

2014 Obaoba, Sessão Corredor, Ateliê 397, São Paulo / Curadoria: Léo Ayres

2014 Um chão para brincar, um céu para voar, Galeria Inox, Rio de Janeiro / Curadoria: Isabel Portella

2014 Rio, Saltfineart Gallery, Califórnia / Curadoria: Maria Donato e Carla Tesak Arzente

2014 Itinerância da 17a Bienal de Cerveira, Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa

2013 Amor, Museu Casa de Benjamin Constant, Rio de Janeiro / Curadoria: Isabel Portella

2013 Play, Museu Bispo do Rosário, Rio de Janeiro, Brasil / Curadoria: Fernanda Pequeno e Marta Mestre 17a Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira, Portugal / Comissão de Seleção: Augusto Canedo, Francisco Laranjo, Valter Hugo Mãe, João Mourão e Laura Castro

2013 XIV Salão de Artes Plásticas de João Pessoa, Paraíba

2012 O cortiço, Galeria Djanira, Rio de Janeiro / Curadoria: Marcelo Campos

2012 Abre alas 08, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, Brasil / Comissão de Seleção: Daniela Labra, Marcelo Campos e Alexandre Vogler

2011 Arte Pará 2011, Museu Histórico do Estado do Pará, Belém / Curadoria: Ricardo Resende

2010 Métissages, l`art contemporain en textile, un patrimoine d’aujourd’hui pour demain, Musée d`Art et d’Histoire, Hôtel de Saint-Clément, Rochefort-sur-Mer, França / Curadoria: Yves Sabourin

2009 Galerie Caroline Vachet, Lyon, França / Curadoria: Yves Sabourin

2009 Alcova, Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro / Curadoria: Marcelo Campos

2009 Métissages, Espace d’Art Actuel, Le Radar e Musée Baron Gérard, Bayeux, França / Curadoria: Yves Sabourin

2009 Poética Têxtil, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo / Curadoria: Glaucia Amaral

2008 Métissages, Musée de Bourgoin-Jallieu, França / Curadoria: Yves Sabourin

2008 Desenho em todos os sentidos, Sesc Festival de Inverno / Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo (RJ) / Curadoria: Marcelo Campos

2008 Sangue novo, Museu Bispo do Rosário, Rio de Janeiro, Brasil / Curadoria: Wilson Lázaro e Ricardo Aquino

2007 Métissages, Selasar Sunayo Art Space, Bandung; Museum Nasional, Jacarta, Indonésia e James H.W. Thompson Center for the Arts , Bangkok, Tailândia / Curadoria: Yves Sabourin

2007 Retalhar, CCBB, Rio de Janeiro / Direção de arte: Maria Teresa Leal

2007 Achados e perdidos, Sesc Pinheiros, São Paulo, Brasil / Curadoria: Claudia Tavares e Dani Sotter

2006 Métissages, Parc Saint Léger, Pougues-les-Eaux, França / Curadoria: Yves Sabourin

2005 Territoires transitoires, Palais de la Porte Dorée, Paris / Curadoria: Betânia Araújo e Aluizio Câmara

2004 Memórias heterogêneas, Castelinho do Flamengo, Rio de Janeiro, Brasil / Curadoria: Marcelo Campos

2004 L’autre métissages, Museo Nacional de Etnografia y Folklore, La Paz / Curadoria: Yves Sabourin

2002 Première vue, Passage de Retz, Paris / Curadoria: Michel Nuridsany

Residências:

2014 Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa

2006 Centre de Photographie de Lectoure, França

Outras atividades:

2012 Leitura de portfólio, Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa

2010 Realização da obra Ela é bela e banguela a Guanabara, no âmbito do projeto Métissages, realizada em parceria com Mylène Salvador-Ros, Maître d’Art em renda de bilro de Bayeux. Paris

2008 Dinamização em oficinas no âmbito da exposição “Desenho em todos os sentidos”, Sesc – Festival de Inverno / Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo (RJ)

2008 Desenho de cenário para Os sete pecados capitais e Voo de Lindenberg, de Kurt Weill e Bertold Brecht; Teatro Municipal do Rio de Janeiro e Festival de Inverno de Campos de Jordão, São Paulo; direção artística: Carla Camurati

2001-2006 Encontro com mulheres imigrantes em curso de alfabetização e inserção social em torno da prática do bordado, iniciativa conjunta da associação Collectif 12 e do Musée de l’Hôtel-Dieu, Mantes-la-Jolie, França

2001-2006 Participação no programa Lumières d’Août, uma emissão da Radio France / France Culture, no âmbito do festival Eté Photographique, realizado pelo Centre de Photographie de Lectoure, França Assistente de ateliê dos artistas Annette Messager e Christian Boltanski, Malakoff, França

2001-2006 Assistência na montagem da obra Desvio para o vermelho, de Cildo Meireles na exposição “Da adversidade vivemos”, no Musée de la Ville de Paris

2001-2006 Assistência aos artistas Marisa Merz e Mário Merz na montagem de exposição na Galerie Marian Goodman, Paris

Coleções institucionais:

Coleções particulares:

– Brasil, França e Inglaterra

Feiras:

2016 SP-Arte, São Paulo – SP (Galeria Inox, Rio de Janeiro – Brasil)

2015 ArtRio, Rio de Janeiro – Brasil (Galeria Inox, Rio de Janeiro – Brasil e Carbono Galeria – São Paulo – SP); e SP-Arte, São Paulo – SP (Galeria Inox, Rio de Janeiro – Brasil)

2014 ArtRio, Rio de Janeiro – Brasil (Galeria Inox, Rio de Janeiro – Brasil)

2013 ArtRio, Rio de Janeiro – Brasil (Galeria Inox, Rio de Janeiro – Brasil)

2012 ArtRio, Rio de Janeiro – Brasil; e PARTE, São Paulo – Brasil (Galeria Inox, Rio de Janeiro – Brasil)

2002 Artíssima, Turim – Itália (Galeria Rabouan Moussion, Paris – França)

Formação:

2012-2013 Pontifícia Universidade Católica, aluno-ouvinte do curso de Pós-graduação Arte e Filosofia / Rio de Janeiro – Brasil.

2000-2001 École Nationale Supérieure des Beaux Arts, atelier Annette Messager, Paris – França / Programa de intercâmbio com Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro – Brasil; Fondation Cartier, ciclos de cursos e conferências: Perspectives modernes et contemporaines II et III,  Hélène Kelmachter; Actualités de l’image photographique, Pascal Beausse; e Wild world web, Valéry Grancher/ Paris / Jeu de Paume, curso de história da arte contemporânea: Les années 60 et 70 et les années 80 et 90 / Paris – França.

1993-1999 Escola  de Artes Visuais do Parque Lage,  ateliers João Magalhães, Kate van Scherpenberg, Iole de Freitas e Nelson Leirner / Rio de Janeiro – Brasil.

1985-1986 Pontifícia Universidade Católica, aluno ouvinte do curso Especialização em História da Arte e Arquitetura no Brasil /  Rio de Janeiro – Brasil.

1979-1983 Universidade Federal de Pernambuco, graduação em Arquitetura e Urbanismo Recife – Brasil

 

Renato Bezerra de Mello:

Iniciei a minha atuação como trabalhador de arte (expressão cunhada por Cildo Meireles), no ano 2000, depois de 16 anos dedicados à arquitetura e ao restauro de bens tombados pelo Patrimônio Histórico. No momento da virada, provocado pela participação em um programa de intercâmbio entre a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e a École Nationale Supérieure des Beaux Arts, em Paris, tomei a decisão de que, como na arquitetura, iria trabalhar com questões relacionadas à memória, na sua tensão entre a lembrança e o esquecimento.

Em 2002, em Paris, participei de uma primeira exposição coletiva na qual apresentei uma instalação que reunia memória familiar e coletiva: resgatando antigas fotografias abandonadas em armários e gavetas e um pequeno objeto popular, em plástico colorido, que servia para visionar essas imagens, reproduzidas em diapositivo preto e branco. Nessa obra inicial, interessou-me, além da memória das pessoas, aquela das coisas que as cercam e que, numa velocidade crescente, caem em desuso: as fotografias, os pequenos monóculos em plástico e a película fotográfica que completam Visionários são coisas que andam esquecidas.

Em prosseguimento à minha pesquisa artística, lancei mão de cartas de família e folhas de papel-carbono, sobre as quais escrevi e desenhei incansavelmente; decidi bordar, usando tecidos e linhas que já não eram mais fabricadas; destruí linhas de seda, transformando-as em quase pó para depois criar minúsculas bolinhas coloridas; quebrei uma coleção de copos e taças de cristal, que havia reunido em vinte anos; desgastei com lixa d’água pequenos cubos de giz para recriar uma coleção de bolas de gude perdida na infância; e inventei um diário em cartões-postais, que me enviei pelo correio, ao longo de muitos anos.

Recentemente, por ocasião de uma exposição no Rio de Janeiro, cidade onde vivo e trabalho atualmente, recebi a seguinte mensagem de um amigo: você é um artista que a cada dia sedimenta uma direção para a ideia da arte como processo de conhecimento e sua via tortuosa. Ando pensando bastante nisso, com especial apreço pela via tortuosa.

 

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