AMOR | 2013

Casa Museu de Benjamin Constant, Rio de Janeiro, Brasil

Curadoria : Isabel Sanson Portella

 

1 A memória é a costureira, e costureira caprichosa. A memória faz a sua agulha correr para dentro e para fora, para cima e para baixo, para cá e para lá. Não sabemos o que vem em seguida, o que virá depois ⏐ 2007

Iniciais bordadas enchem gavetas e recobrem a veste de mulher, ocupando o quarto principal da casa-museu, já carregado de histórias que se desdobram nos seus espelhos. A veste foi idealizada a partir de uma coleção de iniciais que eu tenho, e executada em parceria com as artesãs de uma cooperativa na Rocinha.

  • iniciais bordadas sobre veste em algodão
  • 150 x 50 cm
  • EXPOSIÇÕES: Galerie Caroline Vachet, Lyon, França; ‘Retalhar’, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil 
  • acesse aqui a página da obra

 

2 Escritos sobre nada ⏐ 2007-13

Ao longo de um tempo, fui reunindo escritos sobre nada, ou melhor, sobre todas as coisas que me chamaram a atenção naquele período. Coisas que lia e escutava, e que transferia, com o auxílio do papel-carbono, para essas pequenas etiquetas para depois dispersar. Nesta exposição, numa casa-museu, elas foram reunidas nas pequenas gavetas da escrivaninha do quarto de um rapaz.

 

3 Costurando a sua memória ⏐ 2013

Em um velho filme de família, sempre me chamou a atenção esta mulher que, entre as pessoas que passeiam num barco, pacientemente costura na superfície instável de um lago. A edição desta imagem se deu com o convite para uma exposição na Casa Museu de Benjamin Constant, como homenagem à sua esposa, primeira responsável pela guarda e catalogação do acervo do marido, que perdeu precocemente.

Fotografia: Cláudia Elias